sábado, 18 de junho de 2011

PORTUGAL, 18 DE JUNHO DE 2011


ANGOLA PROCURADA PELA JUSTIÇA PORTUGUESA
2011
ANGOLA NOVAMENTE EM TRIBUNAL


Mas os boys do PS – implicados, conjuntamente com o entertainer José Sócrates, no caos em que deixaram o país – ao tomarem conhecimento da acção contra Angola, nem na hora da abalada conseguem perder a vergonha, continuando a ser uns grandes canalhas.

É que os boys do Ministério dos Negócios Estrangeiros português do PS, em comparticipação (criminosa?) com os legais representantes angolanos da Embaixada der Angola em Lisboa, tudo têm feito para o Tribunal não conseguir caçar “o país amigo e irmão”, a fim de sentar-se no banco dos Réus em Portugal numa demanda intentada por um empresário.

RESUMO:

Depois de entre 1996 e 2002 ter sido continuamente vigarizado em Luanda num processo que abrangeu cúpulas de todos os poderes de Angola, o empresário português, de Vila Nova de Gaia, Manuel Lapas que já em 2003 havia accionado Angola no Tribunal de Vila Nova de Gaia por 573.011,92 €, intenta nova demanda contra o Estado angolano.

Em 2003, logo no início da acção e concordância do empresário, a mando do Presidente da República de Angola e sob os auspícios da Missão de Portugal acreditada em Luanda, foi convencionado a transferência para Portugal dos 573.011,92 € da acção para uma conta bancária da Embaixada angolana em Lisboa, com destino expresso a Manuel Lapas a fim de pôr-se logo aí termo ao litigio judicial.

Mas quando os 573.011,92 € para o empresário chegaram a Portugal em Junho de 2004, o Embaixador de Angola em Lisboa, a meias com o advogado nomeado para a acção, “resolveu” entregar a Manuel Lapas somente 329.877,73 € para depois, através da traficância no Tribunal, em que originariamente estiveram envolvidos uma juíza de nome Maria do Rosário Martins e o advogado de Angola, de seu nome Augusto Lopes Cardoso, um dos Bastonários dos Advogados, caricatamente condecorado em 2006 no dia de Camões pelo ainda Presidente da República Dr. Cavaco Silva, deu sumiço ao diferencial entre aqueles dois montantes.

Visto a juíza, que em antecipação a qualquer decisão tomara abundante conhecimento documental da chegada dos 573.011,92 € destinados na íntegra a Manuel Lapas, após situações verdadeiramente “rocambolescas” mantidas com o advogado de Angola, na “sentença” que proferiu em 25 de Outubro de 2005, “decidiu” absolver a República de Angola à entrega a Manuel Lapas de só mais um Euro que fosse para além dos 329.877,73 €, verba que entretanto lhe fizeram chegara às mãos, e, por livre decisão do Embaixador de Angola em Lisboa, do seu advogado e concordância da juíza, assim com conhecimento dos três, o diferencial destinou-se alegadamente para os honorários do advogado que “defendia” Angola.

Na altura, em 2004, já fora também o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, que por via da Missão Diplomática de Portugal em Luanda participou no acordo para a transferência dos 573.011,73 € e notificara Manuel Lapas dessa decisão do Presidente da República de Angola, a abandonar Manuel Lapas no seu próprio país, pois aquele Ministério português, conhecedor profundo que dos 573.011,92 € só foram entregues ao empresário em Portugal pela Embaixada Angola 329.877,73 €, nada fez na defesa de um seu nacional junto da Missão de Angola em Lisboa, no sentido de primariamente fazê-la cumprir aquilo que antecipadamente fora estabelecido, ao mais alto nível, em Luanda.

Volvidos longos anos desde o início da burla em 1996, persistindo na defesa da sua causa, Manuel Lapas – que pelo desvio em 2003 do diferencial entre os 329.877,73 € e 573.011,92 €, entre outras, se viu obrigado à dissolução e liquidação da sua empresa – de novo confrontado com uma luta tremendamente desigual, acaba de accionar a República de Angola na justiça portuguesa visando vir recuperar os montantes elevadíssimos dos prejuízos causados anos a fio e ainda em dívida, emergentes das grandes vigarices da Angola que remontam a 1996 (!), cujo ressarcimento, mesmo apesar de sempre reconhecido e quantificado no passar de longos anos, até hoje nunca foi cumprido.

Desta feita, o Tribunal português, embora à face da lei já tentado quase tudo para fazer chegar a acção de Manuel Lapas ao conhecimento de Angola através da sua Missão Diplomática em Lisboa e que é a legal representante do seu país em Lisboa também perante da justiça portuguesa, todas as tentativas da justiça até aqui se vão revelando infrutíferas.

Porque os boys, sem vergonha, do Ministério dos Negócios Estrangeiros português do PS – a partir de onde se estimula, incentiva e incrementa os negócios com Angola junto dos empresário nacionais – em transito naquele Ministério porque, tal qual o seu líder, já foram postos na rua pelos portugueses por ordinária figura da defesa da coisa pública, perfeitos conhecedores da causa e situação, a todos os níveis, de Manuel Lapas, em inaceitável detrimento dos direitos e interesses de um seu nacional, através das mais primárias violações das leis vigentes e Convenções a que os dois países aderiram e ratificaram, os boys, tudo lá vão fazendo para a justiça portuguesa não consiga por a mão no vilão angolano, colocado assim até hoje a monte devido a mais uma obra prima do ainda reinado dos boys do PS.

Com tal procedimento, para os boys do PS – cujo seu líder, nas recentes eleições instigava “patrioticamente” ao voto dos portugueses com massiva correria às urnas no “cumprimento de um sagrado dever cívico” – é como se Angola fosse um mero acidente geográfico!

Bastará só analisar-se os documentos em anexo, para ver daquilo que foram capazes os boys traidores do Ministério dos Negócios Estrangeiros do PS antes do adeus final, e que durante a sua infame “prestação” ao país, logo a começar pelo próprio Ministro Luís Amado, apelavam aos empresários portugueses exportações para “o país amigo e irmão”.

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Ao dispor,

MANUEL LAPAS

TLM. 91 7511145

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